Veja na prática e em vídeo, com está sendo a volta às aulas no Brasil

Material pronto: Cartões de 0 a 10 / Alfabeto / Coordenação Motora

Em meio a polêmica do distanciamento social, algumas localidades no Brasil já tomam medidas para garantir o retorno das crianças em sala de aula.

As medidas de prevenção são reforçadas e toda a segurança implementada ainda parece pouco para que o vírus que atinge o mundo não retorne.

E você? O que acha disso? É possível acreditar que nas escolas públicas e com grande agromeração, não teremos problemas de contaminação?

Vamos parar de ensinar a letra cursiva?

Na alfabetização, a letra de fôrma é ensinada primeiro do que a cursiva!

É importante entender porque a criança aprende primeiramente a letrinha de fôrma e não a cursiva e não simplesmente ensinar só porque a maioria faz assim e dá certo! Realmente, dá certo, mas há uma explicação do motivo pelo qual essa maneira é a melhor! 

A criança está desenvolvendo a motricidade na fase da alfabetização e a letra do tipo bastão é mais fácil para se adequar neste momento. Os rabiscos começam a se endireitar e formar letras.

As letras de fôrma são ideais para esta fase, pois os caracteres são individuais e podem ser escritos um após o outro. Os traços são resumidos a pauzinhos aglomerados uns nos outros. Já as letras cursivas exigem uma agilidade maior, uma vez que, além de outras finalidades, são utilizadas para tornar o registro mais rápido. 

O traçado simples das letras de fôrma dão maior liberdade no ato da escrita, ao contrário das “letras de mão” que precisam de uma organização maior. O ato de ligar uma letra a outra também dificulta o processo, pois anula a ação de tirar o lápis do papel e investir as forças na próxima letra, o que ordena um esforço motor maior. 

Além disso, antes mesmo de serem alfabetizadas, as crianças já possuem contato com as letras de imprensa em jornais, na televisão, em livros, gibis. Elas não conseguem ler, mas fica na memória visual das mesmas.

Logo, a percepção da letra de fôrma é mais rápida e fácil do que da letra cursiva. No entanto, é importante trabalhar com esta última, assim que o infante se habituar à primeira. Não há problemas se as duas formas coexistirem por um tempo, porque independente da letra o que deve sempre estar em foco é a escrita. Pois mais importante do que a letra que a criança escolhe, é a compreensão da escrita como um ato de comunicação.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

Até que ponto chegamos

Essa foto é de 2019, mas não lembro nenhuma manifestação como as que temos hoje. Me lembro como se fosse ontem como chorei e como fiquei sensibilizada com essa falta de empatia.

Infelizmente uma morte precisa acontecer pra gerar revolta e ganhar a mídia.

Creio que isso me deixou ainda mais sensível à essas agressões onde se envolve o racismo.

Crianças negras foram separadas logo no primeiro dia de aula.

Relembre o caso com a matéria da revista Crescer

Nas redes sociais, ativistas se pronunciaram. Uma das principais reações partiu de Mcebo Dlamini, militante estudantil que teve grande protagonismo nas manifestações do #FeesMustFall, movimento que buscava apoio do governo sul-africano para tornar universidades mais acessíveis aos mais pobres.

“Você pode levar seus filhos para as escolas mais brancas do país, mas desde que a maioria negra seja pobre, seus filhos sempre serão lembrados de que são negros e, portanto, [na lógica racista] inferiores”, explicou Dlamini, em texto no Facebook, sobre o fato de o racismo ainda se alastrar na África pós-apartheid. “Seu dinheiro não pode te livrar desse mundo anti-negro. Apenas quando o coletivo negro for livre poderemos começar a reivindicar nosso lugar de direito em nossa terra natal.”

Com informações de Daily Mail e eNCA